Alguém precisa avisar os chineses: o mundo está em crise
Do outro lado do mundo prédios e empresas nascem todos os dias. Quem retorna à China após alguns anos, ou até meses, fica atordoado com as mudanças, perdido com tantas ruas novas, pontes e metrôs. A China não pára de crescer. Viajando de Hong Kong para as cidades de Dongguang, Xiamei, Hangzhou, Xangai e Pequim -- entre as mais modernas da China -- vê-se esse processo a olho nú. Com apenas 20% de terra cultivável, o país constrói e fabrica para alimentar a sua população. Afinal, a quantidade média de terra cultivável per capita na China é de somente 0,08 hectares, um terço do nível médio mundial. A luta contra a fome está londe de ser vencida. Afinal, a população é imensa: 1,3 bilhões em 2005. Só no ano da pesquisa, a população aumentou em 7,68 milhões, o equivalente a toda população da Suíça. Isso tudo mesmo com a política da natalidade, de um filho por casal, instalada no final da década de 1970.
Temos muito o que aprender com os chineses. Eles pensam para frente. Estradas são construídas pensando que um dia o fluxo de carro será dobrado. Condomínios são planejados tendo em mente que a classe média irá crescer. Aqui se trabalha muito, o tempo todo, e se tem pouco tempo para pensar. Isso também é um fato triste da cultura local. Chineses, em geral, sabem pouco do seu passado ou mesmo de seu presente graças a forte censura do governo sobre o noticiário local e nacional, que se beneficia da apatia política dos chineses. Não parecem se importar com lazer tanto como nós, ocidentais. Isso está mudando aos poucos nas grandes cidades. É possível encontrar chineses bebendo no fim do expediente, freqüentando karaokês ou, simplesmente, colocando o papo em dia. Mas ainda é fato raro. Por isso, o Ano Novo Chinês é aguardado com tanto entusiasmo por todos, dos mais pobres aos mais ricos.
Para os mais pobres é hora de visitar os parentes e gastar quase todas as economias do ano nas passagens e presentes. Funcionários de chão de fábrica ganham de US$ 50 a US$100 por mês, além de um lugar para dormir ao lado da empresa, três refeições por dia e 15 horas de trabalho. Começam as 7 horas da manhã e param lá pelas 22h. Normal em um país onde não há contratos e muito menos direitos trabalhistas. É a lei da sobrevivência. Aqui se trabalha para suprir as necessidades básicas e também para se ficar rico. Há muito dinheiro rolando na China, carrões para todo lado e lojas de grife. Um país de grandes e profundos contrastes típicos de um país em desenvolvimento. Coisa que a nós brasileiros conhecemos muito bem!
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1 Comentários:
Estivemos visitando a China no ano de 2004 e realmente qualquer pessoa fica maravilhada com a grandeza e soberania do povo chinês. Tudo impressiona na China, desde a variedade em sua culinária (insetos, carnes, peixes, etc...) até suas enormes construções milenárias. Não podemos esquecer do típico "cheirinho" chinês. :% , nas ruas, aeroporto...
Bem, isso é China, uma beleza de contrastes e atrações de um povo guerreiro.
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